domingo, 13 de maio de 2007

Renan: As diversas “espécies” de universitários.

Com a experiência de quase dois anos na faculdade acabei fazendo vários tipos de amigos e descobri alguns tipos de universitários.
Falarei agora um pouco sobre a vida de alguns dos mais conhecidos.

Começarei com a vida do UniverTURISTA.
Esse tipo de universitário esta em extinção, pois é raramente visto na faculdade e vai somente nos dias que os professores dão trabalhos ou provas; o mais notável é que eles nunca ficam com faltas nem com notas baixas.

Universitário PAItrocinado.
Esse tipo de universitário tem muitas coisas a fazer...
Acordam a uma da tarde, almoçam, dormem, entram no MSN, dormem, comem, entram no orkut, dormem, vão para a faculdade levam seu laptop, jogam Counter-Strike, digitaliza a aula e voltam para casa dormir, pois tiveram um dia muito “agitado”.
E de ainda por cima, no final de semana ganham uma “gratificação” de seus pais.

UniversiPATY.
Esse tipo de universitária mal freqüenta as aulas, pois pensam que a faculdade é um desfile de moda, sempre vão com um “modelinho” deferente de roupa.
Costumam acordar as quatro horas da tarde, demoram três horas para se maquiar, fazer cabelo e se perfumar. Chegam na faculdade as oito horas e costumam ficar até no intervalo.

UniversiTONTO.
Esse “tipo” de universitário é aquele que paga o lanche para os “amigos”, é motivo de piada e de brincadeiras e ainda por cima faz os trabalhos de casa e distribui para todos os outros.

UniverSuga.
Esse é o pior tipo de universitário que existe, ele sempre atrapalha, e sempre consegue que “façam” seus trabalhos e até provas.
Costumam usar sempre um jeitinho de conseguir notas e ganham créditos com os professores.

UniversiNERD.
Esse é o tipo de universitário que não falta em nenhuma faculdade. A rotina deles é muito simples.
Acordam as nove horas, estudam até o meio-dia, comem brócolis, estudam até as seis horas da tarde, vão para faculdade tiram ótimas notas e não conseguem sair com nenhuma garota. Convive unicamente com seus amigos de mesma espécie.

Universitário TPM.
Esse tipo de universitário acorda as sete horas, vai para seu estágio, agüenta a TPM de seu superior (no caso todos da empresa) fica com um sorriso amarelo e faz todas as suas obrigações e as dos outros e no final do dia vai para sua casa onde agüenta a TPM da sua irmã e sua mãe. Vai para a faculdade e agüenta a TPM dos professores e ainda por cima não recebe seu 13º e não tem férias.

UniversiCHATO.
Esse tipo de universitário é aquele que aparenta ter 13 anos, sempre interronpe a explicação do professor com perguntas infames do tipo:
-Mais professor porque 2 + 2 são 4?
ou
-Professor; posso beber água?

UniverSIACHA.
Esse tipo sempre fala, fala, fala, até estufa o peito para mostrar que sabe e na hora de fazer 2+2 ele olha para você e fala:
-Ahh é que eu aprendi de outro jeito.

Ser universitário não é só tristeza.
Tem o lado bom que muitas vezes são inesquecíveis, como as festas quase todos os finais de semanas; amigos pelos quais nós sempre poderemos contar e principalmente a experiência de poder errar, aprender com os erros e por fim acertar!
É... A vida de um universitário não é nada fácil... A gente tem q aturar nerd's, chatos, patys, tpm´s, sanguessugas, turistas e paitrocinados.
Mais posso dizer a verdade? Não troco essa vida por nada nesse mundo.

Tiago: A vida do Jovem Universitário

Quando chegamos em nossa etapa final do ensino médio, muitas informações começam aparecer em nossa cabeça, muitas dúvidas, até que tomamos a decisão de prestarmos vestibular, com a expectativa de entrarmos na faculdade.
Nesse período de avaliação, passamos por momentos de tensões e preocupações, aguardando os resultados. Alguns são positivos, outros negativos.
Entrando na Universidade, muitas coisas são diferentes, o ritmo de aula que estamos acostumas não é mais o mesmo, temos algumas dificuldades para nos adaptar, mas com o tempo conseguimos.
Mas quando conseguimos nos adaptar um pouco mais à universidade, vêm uma outra preocupação; a de conseguir um bom estágio, e ter um bom emprego para sermos bem recebidos no mundo a fora.
E começa a “luta” para conseguir uma vaga, que nos dias de hoje não é tão fácil de conseguir. Muitos currículos, muitas inscrições via internet para empresas, mas o mais difícil são pessoas que dão oportunidades para o 1º emprego ou que dão a chance para fazer um estágio.
Muitos pensam que a vida de um universitário é apenas se dedicar aos estudos, sendo que na verdade as coisas não parece ser tão fácil não, além disso tem o desgaste emocional de conseguir a nota desejada para não pegar nenhuma DP, cumprir com todas as obrigações, e tentar concluir o máximo de nossos objetivos. E nessa luta que dura aproximadamente 4 anos, dependendo do curso até mais, passamos por momentos únicos, momentos difíceis, mas que, com um pouco de vontade, garra, dedicação, conseguimos vencer uma outra etapa de nossa vida, e esperamos que retorne todo esforço passado durante o período da universidade.

Virgilio: Lágrimas de um vencedor

O despertador toca, um corpo afadigado se levanta. Esta começando mais um dia na vida de um jovem comum, de uma cidade comum com uma vida comum. O olhar cansado indica o esforço de alguém que luta, mesmo às vezes não possuindo um estigma sequer em seu corpo. Pois não se trata de uma peleja convencional, afinal, nada na vida desse jovem é notório.
- Corra, você está atrasado! – É ouvido ante a porta de seu quarto. Livros e cadernos são unidos ao seu corpo. Um beijo em sua mãe, um abraço em seu pai. É hora de partir. O mundo o chama. Não um mundo comum. Mas, um mundo onde de uma forma intrínseca se é venerado o conhecimento. Onde muralhas são destruídas com apenas uma metáfora. E gigantes, tornados pó através de lindas retóricas.
Brada o sino. Multidões vêm, como também vão. Sentimentos fendem para todos os lados. Diferente dos paradigmas anteriores, este dia há de ser distinto. Pois para o jovem universitário, cada dia é como nascer de novo. Assim, como se tornasse simplesmente barro, deixando o oleiro com maestria presenteá-lo com um novo saber. Transformando-se num vaso novo, uma nova pessoa.
Enfim, o jovem está sentado em sua carteira à espera do saber. Conversas ao seu redor se tornam cada vez mais constantes. Porém a determinação, o furor em seu coração, anseia cada segundo sem o comparecimento de seu mestre.
É chegada à hora, o saber começa ser lançado. Neste momento o jovem cria asas, é um momento único. Ele sabe que o tempo não irá retroceder. O jovem voa, o jovem sonha! Enfim, o pupilo astuto se preenche. É chegado o ápice.
Hora de partir. Diferente de como veio, agora o jovem levita. Sua missão esta cumprida. Mas o jovem sabe, o futuro esta em suas mãos, não uma mão de calos, mas a mão de um vencedor.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Foi dada a largada...

Diante de um mercado disputado, o conhecimento oferecido por um estágio encanta cada vez mais jovens universitários. Pensando nesse perfil empreendedor e criativo a Clic Interativa partiu em busca de um estagiário qualificado para criar e atualizar seus blogs.

Hoje, começamos a exibir a primeira fase dos candidatos a estagiário da Clic Interativa. No total, serão 5 fases. As tarefas, de cada fase, serão preparadas em conjunto com blogueiros e empresas do mercado limeirense. Todas as fases do processo serão apresentadas através deste blog. O vencedor será estagiário da Clic durante 03 meses e irá receber no total: R$2.000,00 (divididos em 3 salários).

O Estagiário da Clic Interativa, é um processo seletivo que, será transmitido via internet para que na última fase o povo possa escolher quem será o candidato vencedor.

Fase 1 – Mundo Plug

Tarefa
Escrever um texto sobre a vida do jovem universitário.
O texto deve ter no mínimo 100 palavras.
Os textos concorrentes serão postados nesse blog e avaliados pelo jornalista Marcos Paulino.

Marcos Paulino
Tem 37 anos e é formado em Jornalismo pela PUC-Campinas e em Administração de Empresas pelo Isca Faculdades. Iniciou a carreira na Gazeta de Limeira, em 1989. Atuou também no Jornal de Limeira, onde chegou a chefe de Redação, no Correio Popular de Campinas e na Agência Estado. Foi assessor de Comunicações da Prefeitura de Limeira entre 1997 e 2004. Também trabalhou como assessor de Imprensa em campanhas políticas e para diversos clientes da iniciativa privada. Atualmente, é assessor de Imprensa do Nosso Clube e do time de basquete Winner/Limeira. Também é redator do jornal da Incubadora de Empresas da Unicamp (Incamp) e do site Virando Bixo, da EPTV, especializado em vestibulares. É ainda editor do Caderno de Lazer da Gazeta de Limeira, onde está o PLUG, seção voltada principalmente ao público jovem.

PLUG
O Plug ocupa as páginas 4 e 5 do Caderno de Lazer que acompanha as edições de sábado da Gazeta de Limeira. Na verdade, o Plug nasceu em junho de 2002 como um tablóide independente, com distribuição gratuita, que circulou mensalmente até dezembro de 2003. O objetivo do jornal sempre foi o de levar entretenimento, cultura e informação aos jovens, com uma linguagem moderna e descontraída. Em novembro de 2002, o tablóide ganhou uma página na Gazeta de Limeira, espaço que foi sendo aumentado gradativamente até chegar às atuais duas páginas em formato standard. A cada semana, o Plug traz uma reportagem principal sobre assunto de interesse dos jovens, fotos de eventos e artigos voltados à saúde física e mental dos leitores. O Plug tem ainda um programa semanal na 104 FM, o Momento Plug, que vai ao ar aos sábados, às 16 horas, e o site Mundo Plug (www.mundoplug.com.br) e Blug (mz.paulino.zip.net).

Os comentários de Marcos Paulino estarão postando dentro do texto de cada candidato. O melhor texto será publicado no site Mundo Plug. O prazo para a entrega do texto será 12/05/2007 (até meia-noite). Os textos devem ser enviados para falai@oestagiario.com.br

O que será avaliado:
- Respeito ao prazo.
- Uso da gramática.
- Comentários postados pelos leitores.

Essa tarefa eliminará 03 candidatos para a próxima fase do processo.

Clique aqui e acompanhe a 1º prova julgada pelo jornalista Marcos Paulino

Boa sorte!
Equipe Clic Interativa

Os 10 candidatos

Aqui estão eles.
Os 10 universitários candidatos a uma vaga de estagiário na Clic Interativa.

Alexandre Trento Vechio Junior – FAAL - ADM
Virgilio Gabriel Nicácio Corrêa – ISCA - JOR
Gabriele Baptistela – UNIP - ADM
Leandro de Castro Caselato – ISCA - PP
Mariane Coradi – ISCA - PP
Mauricio Zanetti Filho – ISCA - PP
Nídia Lissia Siviero – FIEL - PSICOLOGIA
Lívia Ferraz – ISCA - PP
Renan Rosolem Chinelatto – FAC - CIENCIA COMPUTACAO
Tiago dos Santos – PUC – ADM COMERCIO EXTERIOR


As inscrições foram encerradas dia 09/05 e agora divulgamos os candidatos escolhidos. Foram 25 inscrições de todas as faculdades de Limeira, e de cidades vizinhas, mostrando que o jovem universitário está procurando sua oportunidade no mercado de trabalho.

Durante os próximos dias, os dez escolhidos realizarão provas eliminatórias para mostrar sua vontade e capacidade de ganhar a prometida vaga. Acompanhe através desse blog todo o processo seletivo que encontrará o próximo estagiário da Clic Interativa.

Lívia Ferraz

Virgilio Gabriel

Mariane Coradi

Mais uma concorrente ao cargo de estagiário ;-)

Mauricio Zanetti

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Entrevista de estágio

Entrevista de emprego, por natureza, tende a colocar o entrevistado em situação desconfortável perante o entrevistador.
O seu diferencial pode começar aí!

A melhor postura a ser adotada - mesmo sob o risco de não ser contratado - é ser absolutamente autêntico. Na entrevista seja exatamente você, confie nos seus predicados pessoais, morais e intelectuais. No presente e no futuro, o sucesso na sua atividade profissional e pessoal depende fundamentalmente da perfeita adequação da sua personalidade com o que você vier a fazer e gostar. Portanto na sua entrevista seja simples e haja naturalmente, respeitando e se fazendo respeitar, não é difícil ser você mesmo, lembre-se que “vender” uma falsa imagem pode ser trabalhoso, artificial e não será bom para você nem para a Empresa que o irá contratar.

Algumas “dicas” contudo podem ser úteis e resumem-se à sua apresentação pessoal:

* Homem ou mulher devem vestir-se com sobriedade para uma entrevista de emprego;

* Asseio e cuidados pessoais do tipo barba, cabelos e maquiagem bem cuidados somam pontos na sua primeira impressão, perfumes, se usados, devem ser discretos;

* Não é educado fumar durante uma entrevista;

* Procure estar informado sobre as notícias do dia num jornal diário da sua cidade, é bastante comum elas fazerem parte da sua entrevista.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Invista na criatividade

Qualquer pessoa pode ser inovadora, desde que exercite a mente e apresente idéias sem medo

A criatividade é um dos principais diferenciais das empresas e dos profissionais. "Sem ela não existem lucratividade e prosperidade", afirma Arthur Diniz, especialista em Liderança, Criatividade e Planejamento de Carreira, e autor de um estudo sobre como aumentar a criatividade divulgado pela Universidade de São Paulo (USP). Fundador da Crescimentum ? Coaching for Performance, ele destaca que, em nove passos, como exercitar o cérebro e anotar todas as idéias, é possível estimular seu potencial criativo e se sobressair no mercado. Quem seguir o método tem muito mais chances de ter uma carreira promissora, garante.

Especialistas concordam: uma das maneiras mais eficientes para estimular a criatividade em uma empresa é simplesmente ouvir os funcionários. O método já deu resultados positivos práticos para a coordenadora de Recursos Humanos Karina Pimentel. Ela conta que já participou da implantação e gestão de um programa de sugestão de idéias. Nele, os funcionários poderiam apresentar idéias sobre redução de custos, segurança de trabalho, higiene, procedimentos e processos, entre outros assuntos. As três melhores idéias eram premiadas.

Karina lembra que a empresa tinha um custo alto com canetas. A partir da idéia de um funcionário de punir aqueles que desperdiçavam mais, foi possível economizar 25% na compra das canetas. "No começo todos têm um pouco de receio, mas depois o número de sugestões foi só aumentando e foram bancadas pela diretoria", explica.

Karina participa do processo de implantação de um programa de sugestões em outra empresa. "Já temos o modelo piloto", diz. Por enquanto, a criatividade é estimulada com atividades como ginástica laboral, que não tem a mesma eficácia, mas também são importantes. "O processo de estímulo da criatividade pode ser feito com a melhoria da qualidade de vida dos funcionários."

"Quando se tira o funcionário da rotina, abre-se espaço para que a mente crie, inove", diz Arthur Diniz. Ele aponta que, para um indivíduo consiga se manter criativo, os dois hemisférios do cérebro têm de trabalhar bem. Enquanto o lado esquerdo é analítico e lógico, o direito é emocional, irracional. "É preciso estimular as características menos usadas", diz. Por exemplo, quem tem facilidade para música, teatro, deve jogar xadrez ou estudar planejamento estratégico. Já quem é muito analítico e tem jeito para os números deve procurar estudar música, dança e fazer meditação.

Projeto de lei prevê férias para estagiários

O Ministério da Educação anunciou nesta quarta-feira, 25, um projeto de lei que prevê a regulamentação dos estágios no Brasil. O texto inclui o direito a férias para estagiários que permanecerem pelo menos um ano trabalhando em uma mesma empresa.

A proposta faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), anunciado na terça-feira, 24, e já está na Casa Civil, de onde deve seguir para o Congresso Nacional. O projeto visa à revogação da lei nº 6.494, de 1977, que atualmente regulamenta os estágios.

O texto também estabelece que os estudantes trabalhem por, no máximo, 30 horas semanais. A idéia é aumentar a fiscalização e multar, com valores que variam de R$ 240 a R$ 1.400 por estagiário, as empresas que descumprirem a nova lei, se esta for aprovada.

Dúvidas frequentes...

# 01. O que é estágio?
* Considera-se estágio as atividades de aprendizagem social, profissional e cultural, proporcionadas ao estudante pela participação em situações reais de vida e trabalho de seu meio, sendo realizadas na comunidade em geral ou junto a pessoas jurídicas de direito público ou privado, sob responsabilidade e coordenação da instituição de ensino.

# 02. Quem pode ser estagiário?
* Alunos com idade a partir de 16 anos regularmente matriculados que freqüentem, efetivamente, cursos vinculados à estrutura do ensino público e particular, de educação superior, de educação profissional, do ensino médio regular e supletivo, e de educação especial, aceitos por pessoas jurídicas de direito privado, órgãos da administração pública e instituições de ensino, para o desenvolvimento de atividades relacionadas a sua área de formação.

# 03. Por que o estágio é necessário para o estudante?
* O estágio, como parte integrante do processo formativo, contribui para a formação do futuro profissional porque permite ao estudante:
- a aplicação prática de seus conhecimentos teóricos, motivando seus estudos e possibilitando maior assimilação das matérias curriculares;
- amenizar o impacto da passagem da vida estudantil para o mundo do trabalho, proporcionando contato com o futuro meio profissional;
- adquirir uma atitude de trabalho sistematizado, desenvolvendo a consciência da produtividade, a observação e comunicação concisa de idéias e experiências adquiridas e incentivando e estimulando o senso crítico e a criatividade;
- definir-se em face de sua futura profissão, perceber eventuais deficiências e buscar seu aprimoramento;
- conhecer a filosofia, diretrizes, organização e funcionamento de empresas e instituições em geral, facilitando sua integração, além de propiciar melhor relacionamento humano e social.

# 04. O estágio visa somente a formação profissional do estudante?

* A Legislação considera estágio curricular as atividades de aprendizagem social, profissional e cultural, proporcionadas ao estudante pela participação em situações reais de vida e trabalho de seu meio, sendo realizada na comunidade em geral ou junto a pessoas jurídicas de direito público ou privado, sob responsabilidade e coordenação da instituição de ensino.

Direitos do Estagiário

Conforme Decreto 87.497/82, que regulamenta a Lei 6.494/77, alterada pela Medida Provisória nº 2164-41, de 24 de agosto de 2001, os estágios nas Empresas e Instituições contratantes de estagiários são regidos por normas e procedimentos específicos. A seguir o resumo destas disposições relativamente ao Aluno.

* Quaisquer Empresas, públicas ou privadas, em condições de proporcionar experiência prática ao aluno podem contratar, como estagiários, a partir de 16 anos, estudantes regularmente matriculados e freqüentando cursos de educação superior, de ensino médio, de educação profissional de nível médio ou superior ou escolas de educação especial;

* A realização do estágio dar-se-á mediante Termo de Compromisso firmado entre o estudante e a Empresa contratante, com a interveniência da Instituição de Ensino;

* O estágio não cria vínculo empregatício de qualquer natureza, mas possibilita ao aluno a chance privilegiada de, ao final do estágio, ser contratado como funcionário;

* O estagiário contratado poderá receber bolsa de estágio mensal ou outra forma de contraprestação de serviços previamente acordada;

* Por liberalidade, as empresas podem conceder aos estagiários os benefícios assegurados aos demais funcionários;

* O estagiário fará jus, obrigatoriamente, ao Seguro de Acidentes Pessoais oferecido pela Empresa, durante o período em que estiver estagiando;

* O contrato de estágio, por não ter vínculo empregatício, pode ser rescindido a qualquer momento por qualquer das partes.

* O duração total do estágio curricular não poderá ser inferior a um semestre letivo;

* A jornada de trabalho deve ser sempre compatível com a atividade escolar;

* A empresa não é obrigada a liberar o estagiário nem reduzir sua carga horária no período de provas na escola;

Funcionários especiais

O que levar em conta na hora de contratar portadores de deficiências

Existem cerca de 25 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência, o que representa aproximada- mente 14% da população. Muitas dessas pessoas estão fora do mercado de trabalho, pois não têm qualificação e às vezes nem mesmo estudo. Mas muitas poderiam ocupar postos em fábricas, escritórios, centrais de atendimento, etc. Segundo a Lei de Cotas (8.213/91), as empresas com mais de 100 empregados devem reservar de 2% a 5% de suas vagas para deficientes. Especialistas garantem que a partir deste ano quem não cumprir a lei será multado. A multa é de pouco mais de R$ 1.000 por dia, por pessoa não contratada.

Para quem vai contratar, o que levar em conta? Segundo Andrea Goldschmidt, sócia da Apoena Social, consultoria na área de responsabilidade social, em primeiro lugar, o empresário deve enxergar no candidato todas as suas habilidades e não suas deficiências. 'Dessa forma, ele poderá avaliar em que função o profissional será mais produtivo', diz ela. Veja, a seguir, as providências a serem tomadas.

Preencha as vagas existentes

Não se deve criar funções só para contratar alguém e cumprir a lei. Verifique em que áreas há espaço para a inclusão. Para encontrar potenciais funcionários, pode-se recorrer a entidades que formam mão-de-obra, entre as quais o Senai (www.senai.br), o Sesi (www.sesi.org.br), a Apae (www.apaebrasil.org.br) e o Instituto Paradigma (institutoparadigma.org.br).

Conte com especialistas

Um médico do trabalho e um técnico em segurança do trabalho podem ajudá-lo na seleção do funcionário. 'Se for contratar dificientes visuais, tenha fichas de recrutamento em braile', diz a psicóloga Anita Marino, consultora na área de acessibilidade. 'No caso de surdos, deve-se ter o apoio de alguém que possa traduzir o diálogo para libras, a linguagem brasileira de sinais.'

Adapte as instalações
Antes de mais nada, é preciso criar rampas de acesso, banheiros com portas amplas, barras de apoio e espaços para cadeirantes, de acordo com as medidas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 'Assim que contratar o novo funcionário, será possível adaptar móveis e demais equipamentos conforme as necessidades dele', diz a psicóloga Anita. O mesmo vale para o estacionamento. Se o contratado tiver carro ou chegar à empresa de carona, é preciso reservar uma vaga para que ele estacione ou desembarque sem dificuldades.

Crie uma política de inclusão

A medida facilitará o entrosamento do funcionário deficiente com os demais. Você pode começar com uma reunião com seus líderes, de forma que eles repassem as informações aos seus subordinados. Esses bate-papos podem ser descontraídos, com a presença dos novos funcionários, para que todos se sintam à vontade. Se contratar mais de um deficiente, tome cuidado para que eles não fiquem na mesma função, isolados dos outros empregados. Também pode-se estimular a criação de 'padrinhos'. São pessoas que espontaneamente ajudarão os deficientes em diferentes situações cotidianas. Se houver deficientes auditivos, a empresa pode convidar professores para dar aulas de linguagem de sinais a todos os empregados indistintamente. Mas nada deve ser imposto. Os alunos e padrinhos têm que ser voluntários.

Adapte as áreas e atividades de apoio
Restaurante, ambulatório e espaços de convivência também devem ser acessíveis ao funcionário deficiente. O mesmo cuidado precisa ser tomado em relação às atividades de segurança. Simulados de incêndio e treinamentos para a evacuação do prédio precisam levar em conta a presença de quem tem dificuldade de se locomover, ouvir ou enxergar. Essas pessoas devem trabalhar sempre perto de uma saída de emergência e contar com alguém que as auxilie nessas situações. No caso dos surdos, é importante que os alarmes sonoros sejam acompanhados de sinais luminosos.

Ouça o funcionário
Deixe bem claro para o deficiente que ele deve se manifestar, caso se sinta desconfortável no trabalho. Segundo Anita, muitos deles se sentem tão gratificados pela oportunidade de emprego que preferem não reclamar das dificuldades enfrentadas no dia-a-dia. 'Não se pode esquecer que uma pessoa com um problema físico que fica muito tempo numa posição errada pode ter o seu problema agravado', diz ela.

Avalie a produtividade

Assim, os funcionários deficientes sentirão que têm as mesmas chances de crescimento profissional que os demais. Mas tome cuidado para que eles não estendam demais o horário de trabalho. De acordo com Anita, os portadores de deficiência tendem a ser muito dedicados quando encontram um emprego e gostam de ser os primeiros a chegar e os últimos a sair. Não é preciso tanto para que todos - empresa, deficientes e sociedade saiam ganhando.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Porta de entrada para o mercado

Estágio ajuda na formação complementar e contribui para que empresas conheçam habilidades e talentos dos estudantes.

Ellen Cristie Servir cafezinho, tirar xerox ou passar o dia atendendo o telefone. Essa pode ser a dura vida de um estagiário, se ele não souber seus direitos e deveres na hora de agarrar uma oportunidade. Quem já não viveu uma experiência similar, de saber que não está desempenhado o que deveria, mas sem conseguir sair dessa cilada?

Para se livrar de uma situação desconfortável como essa e evitar traumas posteriores, o D+ ouviu jovens com histórias de estágios positivos e outros nem tanto assim. E todos os envolvidos têm pelo menos uma opinião em comum: um dos primeiros passos para evitar problemas é conhecer a fundo a empresa e o cargo a ser pleiteado para saber exatamente o que esperar.

A Resolução Nº 1, de 21 de janeiro de 2004, do Conselho Nacional de Educação (CNE), ligado ao Ministério da Educação (MEC), destaca a importância da atuação da instituição de ensino como fiscalizadora. O documento ressalta que todo estágio é curricular e precisa, necessariamente, concordar com o projeto pedagógico da escola e ser supervisionado por ela. Como a atividade pretende colaborar com a formação do jovem, o CNE entende que a responsabilidade de zelar por estágios de qualidade é competência das instituições de ensino.

Por essa razão, aluno, escola e empresa devem assinar o termo de compromisso, documento comum na contratação de um estágio. Embora não haja vínculo empregatício entre estagiários e empresas, os jovens trabalhadores precisam ter seguro contra acidentes pessoais (estabelecido em lei) e contra acidentes de terceiros, o que dá mais garantias aos estudantes.

Quanto à jornada de trabalho, o artigo 82 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, limita as atividades dos estudantes da educação profissional em seis horas por dia, em um total de 30 horas semanais. Para cursos que usam períodos alternados em salas de aula e estágio, há exceções. Alunos de enfermagem, por exemplo, se dividem entre escola e hospital. Nesses casos, a jornada pode chegar até a 40 horas semanais. Os alunos do ensino médio não podem trabalhar mais que quatro horas diárias nem ultrapassar 20 horas por semana.

Fábio Croso Soares é diretor do site Estagionet, com sede em Belo Horizonte, dirigido a estagiários e empresas interessadas na contratação de jovens. Atualmente, o site mantém 70 currículos e cerca de 190 ofertas de estágio. Em média, recebe a visita de 30 mil usuários por dia.

Criado em 2000, o é uma opção para os jovens que queiram expor suas habilidades. “Trabalhamos com quatro tipos de serviços. O estudante pode inscrever seu currículo gratuitamente, e este é enviado às empresas; o site faz o processo de recrutamento e seleção para encontrar o perfil adequado do candidato à vaga; temos um banco de dados com todos os cadastrados, caso a empresa tenha interesse; e temos um gerenciador de estágios, que faz o termo de compromisso, o pagamento do seguro obrigatório em nome do estagiário.”

CUSTOS
Para o diretor do site, não há como negar que o estágio é a porta de entrada para o mercado de trabalho. “Mas também não podemos esconder que muitas empresas contratam os jovens pensando simplesmente na redução de custos, em não conceder direitos como INSS, FGTS, o 13º salário, férias.” Fábio acredita que um mês é o tempo necessário para que o estagiário avalie se está realmente tirando proveito do serviço. “Antes disso, acho um pouco precipitado tomar qualquer decisão, embora acredite que o estagiário é, pela própria idade e fase da vida, muito ansioso.”

Visando escapar dos maus empregadores, ele sugere que o jovem candidato a uma vaga de estágio verifique a idoneidade da empresa nos órgãos competentes, como Procon, Serasa e Tribunal de Justiça. “Infelizmente, o estudante só vai ter certeza de que o trabalho vale a pena depois que iniciar as atividades e perceber se elas são inerentes ao curso de graduação”, comenta. “Se ele sentir que está sendo explorado e que a teoria não está sendo transformada em prática, o melhor é sair e procurar outra chance.”

Foi o que fez Camila Martins do Amaral, de 24 anos, estudante do 4º período de jornalismo do Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI-BH), que chegou a pedir demissão de um emprego na Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), na UFMG, para ingressar em um estágio. “Queria trabalhar na área, ter contato com a comunicação.”

A experiência, no entanto, não deu certo. Insatisfeita e frustrada, ela pediu rescisão de contrato do estágio há pouco mais de uma semana. Contratada por uma empresa de tecnologia que atua no ramo de solução de softwares, ela aceitou a proposta depois de fazer uma entrevista e encaminhar o currículo. “Fui comunicada que iria manter o mural da empresa, divulgar notícias e atualizar o site. Depois de passar por uma semana de treinamento, descobri que seria gestora de reclamações. Minha função vinha estampada nos e-mails”, relata. “Nos primeiros dias, comecei a fazer contatos pós-venda com os clientes. O problema é que, geralmente, o cliente fazia críticas ao serviço e eu era obrigada a resolver o problema. Eu me senti lesada quando vi que o estágio não era nada do que eu pensava.”

Camila permaneceu na empresa por 45 dias, e hoje está à procura de um novo estágio. “Estou correndo atrás, mesmo porque preciso trabalhar para aprender e ajudar no pagamento da mensalidade do curso. Acho que o mais importante para que o estudante não se decepcione é, antes de aceitar um estágio, tentar identificar exatamente como é a empresa e as atividades a serem desempenhadas.”

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Idade não limita busca por estágio

104 mil alunos com mais de 40 anos decidem mudar o ramo de atuação ou incrementar o conhecimento. Obrigados ou não pela faculdade, eles buscam um estágio.

Eles formam um batalhão de 104 mil alunos nos bancos das faculdades do país. Mas com uma diferença em relação a 1,5 milhão de estudantes: a idade. “São pessoas que, provavelmente, já passaram uma fase da carreira e decidiram voltar a estudar por achar que vale a pena redirecioná-la”, diz Eduardo de Oliveira, superintendente operacional do Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola).

Levantamento exclusivo do Ciee a pedido da Folha aponta que, em 2006, 6.527 estudantes de graduação com mais de 40 anos se inscreveram na instituição em busca de estágio. Desse total, 21% (1.374) fizeram estágio no ano passado. “É um número significativo”, aponta Oliveira. “Como o estágio não inclui os encargos e não exige experiência, talvez seja até mais fácil conquistá-lo [do que uma vaga no mercado].”

A estudante de biblioteconomia Consuelo Monte, 56, está em seu primeiro estágio e percorreu oito empresas até consegui-lo. Graduada em sociologia e com experiência em grandes empresas, teve de “enxugar” o currículo, superqualificado para postos iniciantes.

“Já me perguntaram na entrevista como não tinha conseguido coisa melhor”, lembra. “Achei que a idade não me ajudaria, mas estava errada”, conta ela, hoje estagiária no Instituto da Pesca, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.Entre as vantagens, ela aponta a qualidade de vida que tem com horários flexíveis.

Apesar de os estudantes de pedagogia liderarem o ranking dos concorrentes a uma vaga, são os universitários de direito os que mais conquistam espaço. Para Oliveira, do Ciee, em geral, essas carreiras estão entre as mais procuradas para a segunda graduação -cursos que exigem estágio nos currículos. “Eles têm a maturidade que algumas vagas exigem”, destaca.

Nilson Mineo Morisava, 41, é um deles. Quando o engenheiro elétrico perdeu seu cargo de supervisor em uma grande empresa, não se abalou. Trocou posto -e salário- por um estágio em direito na área pública. “A mudança é grande. Mas campo de trabalho eu tenho”, diz ele, que cursa o quarto ano de direito. No futuro, Morisava pretende unir as duas carreiras e se tornar perito judicial.